quarta-feira, 10 de novembro de 2010

BONS ENCONTROS: ENTRE A VIDA E O PENSAMENTO

De Foucault:

- Devemos não somente nos defender, mas também nos afirmar, e nos afirmar não somente enquanto identidades, mas enquanto força criativa. 

- De homem a homem verdadeiro, o caminho passa pelo homem louco.

- Não me pergunte quem sou e não me diga para permanecer o mesmo.

 De Sartre:

 

- Nunca se é homem enquanto se não encontra alguma coisa pela qual se estaria disposto a morrer.

- O importante não é aquilo que fazem de nós, mas o que nós mesmos fazemos do que os outros fizeram de nós.

O homem não é a soma do que tem, mas a totalidade do que ainda não tem, do que poderia ter.

- Cada homem deve inventar o seu caminho.

Agora, um poema de despertar mortos e moribundos:

                                             Do Inquieto Oceano da Multidão
 

Do inquieto oceano da multidão
veio a mim uma gota gentilmente
suspirando:

— Eu te amo, há longo tempo
fiz uma extensa caminhada apenas
para te olhar, tocar-te,
pois não podia morrer
sem te olhar uma vez antes,
com o meu temor de perder-te depois.

— Agora nos encontramos e olhamos,
estamos salvos,
retorna em paz ao oceano, meu amor,
também sou parte do oceano, meu amor,
não estamos assim tão separados,
olha a imensa curvatura,
a coesão de tudo tão perfeito!
Quanto a mim e a ti,
separa-nos o mar irresistível
levando-nos algum tempo afastados,
embora não possa afastar-nos sempre:
não fiques impaciente — um breve espaço
e fica certa de que eu saúdo o ar,
a terra e o oceano,
todos os dias ao pôr-do-sol
por tua amada causa, meu amor.

Ó HÍMEN! Ó HIMENEU!

O hímen! O himeneu!
Por que, me atormentas assim?
Por que, me provocas só
durante um breve momento?
Por que é que não continuas?
Por que, perdes logo a força?
Será porque, se durasses
além do breve momento,
logo me matarias
com certeza?

Walt Whitman, in "Leaves of Grass"


2 comentários:

Marta Rúbia de Rezende disse...

Jorge querido, não há temor nem demandas. Não há tormentas nem impaciências. Mas há o tempo e o derreter dos torrões.
beijo
M

Jorge Bichuetti - Utopia Ativa disse...

Marta, há a vida .. potência florescente a ser semeada e colhida...
abraços jorge