sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

DESEJO E PRAZER

                                                                      Jorge Bichuetti

Não sabemos muito dos nossos desejos.
Eles emergem e já são, com frequência, capturados pelo nosso modo de existir de identidade, falta, castração e repetições.
Nossos desejos são, então, enquadrados e formatados; e, eles, assim, perdem intensidade, potência e singularidade.
Somos, entretanto, incessante produção desejante.
Onde andam nossos desejos?
Cerceados, inibidos, recodificados, mortificados e aniquilados...
"O prazer atrapalha"... Ambígua assertiva de Deleuze-Guattari.
De fato, mostraram que nossos desejos andam suprimidos e, tão-somente, permitidos os escassos segundos de um orgasmo.
Desejo é muito mais...
Não se deseja um objeto; mas sim um conjunto...
É consrução...
Daí, a proposição de unir desejo à produção e produção ao desejo...
O desejo é produção desejante de vida e novos encantamentos.
Investimentos desejantes na vida...
Produções desejantes afirmativas e criativas nas diferentes linhas do existir...
Um corpo desejante...
Uma vida florida de desejos e sonhos...
Desejos que nos dê, agenciados pela vontade de potência, afirmativos horizontes de atualização do novo e do devir.
Amplificação do universo do desejo, superando o desejo reducionista do corpo genitalizado...
Um novo modo de existir...
Um desejo amplificado e intensificado na vida e pela vida, produzindo o novo...
Eis o espaço do novo homem de Che Guevara e do Super-Homem de Nietzsche, e o território desterritorializado da invenção de uma nova Terra e de um povo por-vir...


                        DESEJO
                             Jorge Bichuetti

Desejo o mar... amar-te...voar na linha do horizonte;
enluarar-me de sonhos e canções... Depois, dormir,
ouvindo uma voz terna lendo Rosa ou Pessoa,
num impessoal e travesso, mágico florir...


todo amor vale o canto... o encanto...

8 comentários:

Marta Rúbia de Rezende disse...

"Da de di . Dá dedinho de menino pra chupar."
Último pedido da índia tupinambá diante da extramunção do padre Manoel da Nóbrega, sec. XVI.
E não se parou mais de se escomungar o desejo na terra Brazilis, bem como na terra Mundis. Por isso, sou da turma do Darci Ribeiro que não gosta de jesuíta, apesar dos seus relevantes serviços à poesia, botânica, educação e ciência etc.
Marta, a polêmica

Jorge Bichuetti - Utopia Ativa disse...

Marta, penso que o que houve de bom, foi quando eram franciscanos, ainda que sob o codinome de jesuítas... Jesuítas equivale, para mim, à inquisição... Potências libertas pedem vida e ternura, não o fogo da covardia de ignóbeis dominadores,
Abraços com ternura e um imenso carinho, de quem lhe escuta e segue nas trilhas do devir...
Jorge

Anônimo disse...

doutor,

quem seria a pessoa que se pudesse
dormiria com vc e ganharia um beijo? De

Jorge Bichuetti - Utopia Ativa disse...

Amiga, a pessoa que eu amo... Cada pessoa busca alguém e se descobre que pode e deva, abrir para alguém a ame , também, desbrava horizontes de ternura e partilha, comunhão e prazer...
Embora, devo dizer que cama não é desejo, desjo é mais... Deseja-se vida e vida partilhada no aconchego da compreensão e no subleme da criativa vida reinventada pelos vínculos de uma fraterna união... Já dizia, Caetano, entre a paixão e a amizade, esta lhe é superior...
Amiga, abraços fraternos de carinho e amizade, Jorge

Anônimo disse...

Dr. Jorge,
Sinto-lhe diferente na maneira de ser.Afinal nos conhecemos em 2003Posso fazer uma comparação.
Meu algodão doce vc sabe o que vai no meu coração.E cheguei em um momento de exclusão dos seus cuidados.Sera?
Sinto, sinto um calafrio de despedida.
Voce está escrevendo lindamente, vc engordou como eu nunca tinha visto.Pressão alta não.Dr.Jorge será que estou delirando? Lhe incomodando? Vontade de chorar...bastante.Te amo.De

Jorge Bichuetti - Utopia Ativa disse...

Amiga, não crie fantasias inverossímeis não existe qualquer tentativa de despedida; somente, me parece que um afirmação do meu carinho fraternal...
Da minha amizade. Do meu lugar de quem cuida... se há um não, é minha alteridade, deixando claro a impossibitade de qualquer devaneio erótico, pois a quero sofrendo por desilusão.
Eternamente seu amigo,
abraços, Jorge

Anônimo disse...

Dr.Jorge,

Sim devaneio erótico.Isso é natural em mim.Perdoe-me.Por isso
as vezes desapareço, nem busco minhas receitas.Mas sinto uma saudade imensa.Por outro lado preciso saber sobre sua saude.Preocupo-me.E o que sei da sua vida quando não no consultório?
Nada.Então sem o erótico e sem mais nada...padeço.Uma grande amizade lhe dedico,divina,gostosa.
Não se preocupe porque também sou
muito carinhosa.Beijo tranquilidade

De

Jorge Bichuetti - Utopia Ativa disse...

Denise, lhe tenho como uma amiga leal e carinhoso, o eróticos são fantasias da solidão. Você não importuna; pois, sua amizade leal é um tesouro do céu,
Abraços com carinho ternura e compreensão,
Não desapareça... A a mizade é o maior da tesouro da vida.
Abraços, Jorge