domingo, 27 de fevereiro de 2011

MESTRES DO CAMINHO: ELAS, BRILHANTEMENTE, MULHERES... ( 9 )

                       SOLIDÁRIAS
                                         Jorge Bichuetti

Andam e acolhem a dor.
Aqui, um copo de leite;
ali, um abraço... colo
de calorosa ternura
e oceânico carinho...
São mães na solidariedade
dos que na vida
não são de ninguém...
São o amor  intenso e vivo;
uma flor perfumando
caminhos, sonhos,
uma luz na escuridão...

                   ZILDA ARNS

- "Amar é acolher, é compreender,é fazer o outro crescer"

- "O trabalho social precisa de mobilização das forças. Cada um colabora com aquilo que sabe fazer ou com o que tem para oferecer. Deste modo, fortalece-se o tecido que sustenta a ação e cada um sente que é uma célula de transformação do país"

- "O futuro da paz depende de nós cuidarmos agora do bem-estar de todos"

- "A Pastoral da Criança multiplica o saber e a solidariedade"

 

 

2 comentários:

Marta Rúbia de Rezende disse...

Jorge, vai aí uma sugestão pra vc escrever sobre a Rosa Egipcíaca. É um tema caro à literatura (explorado tb por Cecília Meireles e Raquel de Queiróz), mas eu estou falando de uma Rosa de carne e osso : a do Luiz Mott. Nos seus trabalhos sobre os escravos na inquisição, ele descobriu esssa mulher fantástica, uma escrava que tornou-se Santa, depois de ser prostituta, auto intitulando-se "Mãe de Deus". Se vc não conhece, vai adorar essa história Jorge. Há gente que crítica a pesquisa do Mott (esse mundo de críticas é infindável!!!) mas a história é boa, eu lhe garanto. E expressiva de questões muito importantes das mulheres e da humanidade. Rosa foi escrava da família de Santa Rita Durão. Vinda da África criança, foi vendida no porto do Rio de Janeiro, indo parar no interior do continente, nas Minas de ouro do século XVIII perto de Mariana (hoje município de Santa Rita). Ali começou a saga dessa mulher muito louca!!! Ela fundou um hospital para mães solteiras no Rio de Janeiro, entre outras que aprontou. Sabia ler e escrever e deixou escritos. Luiz Mott escreveu um livro sobre ela "Rosa Egipcíaca - uma santa africana no Brasil " e há algumas informações na internet.
Amo essa história e já perambulei por vários lugares em que Rosa andou a 300 anos atrás, particularmente no entorno do Caraça.
beijo
Marta

Jorge Bichuetti - Utopia Ativa disse...

Marta, que ótima lembrança, irei pesquizar; tendo ideias me diga... Ando já apelando e essa sua é maravilhosa... Uma rainha da libertação nos porões da escravidão... Beijo, conto com mais ideias, Um abraço com imenso carinho, Jorge