domingo, 13 de fevereiro de 2011

POESIA: ASAS DA SUAVIDADE

                                                        TROVAS
                                                                Jorge Bichuetti

Oh! suave lua do céu
e Lua suave, só minha;
ambas, flores de mel
da m'ia vida-passarinha...

                        ***
O sereno não contesta
minha dúvida de amor,
escrita na minha testa:
há jardim sem uma flor?...

                     

                                       SÓ UM ADEUS...
                                                         Jorge Bichuetti

Foste a suavidade
de um amor quase perfeito;
hoje, nem sabes
das lágrimas vertidas,
das dores sangradas,
e dos sonhos esquecidos...

Caminhas e buscas
a tua alegria perfeita;
não pensando
meu peito doído,
minhas pernas cansadas,
meu ventre desaquecido...

Assim, vives e eu morro,
caído, no meu quintal,
já não esperando
a magia da paixão,
a ternura da última flor
que deixaste
permeada de adeuses,
entre o mel das lembranças
e o fel
de uma cruel desilusão...

                                 

                                  
                                   RIO GRANDE
                                                      Jorge Bichuetti

Vida serena e suave,
nas margens de um riacho,
tendo o canto dos pássaros
e um horizonte florido...
O céu azul é uma nave
onde voam meus ideais
e a lua me encanta
das dores do já vivido...
Caminho lento, sozinho,
entre pedras e matagais,
mas, o sol , logo, levanta
meus sonhos angelicais...

Há um doce passarinho,
aninhado no meu peito,
co'suas asas,alto chego,
e de Deus me avizinho...

Assim, corre os dias
e as noites estreladas;
esquecido da cidade
e das ilusões vazias...
Voo, longe... chego, perto
da cidadela divina...

E, só, na doçura de u'a prece
esqueço minhas desgraças;
e, na viola, canto um hino
de amor ae sta flor bela,
a singela flor... da própria felicidade.


                     ÁLAMOS
                                 Jorge Bichuetti

Alto, junto das nuvens
e das estrelas,
sempre bailando
com o vento
e dialogando
com o azul do infinito...

Suas folhas caem
e se espalham,
colorindo de vida
o meu chão árido
e me ensinando
a magia da renovação...

Altivo, nem consegue sentir
os vermes da vida;
se algo sabe,
conhece, das flores, o perfume
e , dos homens, o perigo do machado
e os enigmas do coração...

O resto é silêncio.
O silêncio das lutas
e das alegrias
de uma ou outra canção,
na vida que eu lhe imito...


Aprendi a amar,
seus estragos
e sua beleza;
e, um dia, hei
de aprender a imitar
sua nobre altivez...

2 comentários:

Marta Rúbia de Rezende disse...

Jorge, se tivésse um blog, ofereceria essa música pra vc. Acho que adoraria ter uma rádio, daquelas que dizem "Fulano oferece ao sicrano". Eu adoro oferecer. Dada. Então vai aí, "Entre dos aguas", do Paco de Lucia, um dos meus amores. Muitos amores Jorge. No entre. Quem vai chegar? Por que porta vai entrar?
http://www.youtube.com/watch?v=0o8vszqVL2U&feature=related

beijo
M

Jorge Bichuetti - Utopia Ativa disse...

Marta, ouvirei, everei sedevia ver no you; ou na minha coleção pirata, há dois anos piratiei 3000 discos e conco novelas, filmes? n
Abraços. Jorge