sexta-feira, 17 de junho de 2011

A LIBERDADE ENRAIZA-SE NO CORAÇÃO DA VIDA

Amigos, já publicamos aqui um artigo com neurologistas, psicoterapeutas e políticos, dizendo dos motivos da legalização da maconha e do direito ao cultivo.. Hoje, a Marcha da Maconha ampliou-se, ganhou tons que aprofunda o diálogo sobre a repressão, a violência e a exclusão... Tornou-se a Marcha da liberdade
Neste processo, cabe rever este belo texto que nos diz do dia-a-dia como o ser humano e a repressão institucionalizada, violando a vida, com um discurso de exclusão e criminalidade, é a antítese dos sonhos da cidadania, quando o mundo clama por liberdade...

  Desenhando a Liberdade: Marcha da Maconha

                                                      Por Leonardo Koury Martins


Diferente do que temos e do que somos, para desenhar a liberdade devemos perceber que todo espaço de opressão esconde como Chico Science pontua na letra A Praeira “a fronteiras nos jardins da razão”.

A “fronteira nos jardins” que fazem com que o Fernando Henrique, esquecido presidente brasileiro pós governos democráticos eleitos pelo povo tentar voltar a mídia defendendo a legalização que o mesmo combateu enquanto presidente deste país.

Também são “fronteiras nos jardins” do judiciário que criminaliza a pobreza e trata o usuário de Cannabis Sativa como responsável pelo tráfico, desconhecendo qualquer análise econômica e social que perpassa na relação do tráfico de drogas que encorpora algumas questões:

A polícia que faz vista grossa nas fronteiras nacionais e nas festinhas dos ricos, o juiz que concede Habeas Corpus para os financiadores do tráfico, o avião que busca droga de outros países e utiliza o Brasil como passgem para a Europa e EUA, o laranja que lava o dinheiro do crime organizado, a criança e o adolescente que está em situação de desproteção social por sofrer trabalho infantil, o crime organizado entre outras questões e dai eu vos pergunto?

Que instituição governamental ou não governamental tem condições éticas para querer proibir  a Marcha da Maconha? Porque não proíbem a propaganda da cerveja “devassa” que utiliza uma ex menininha para vulgarizar o papel da mulher na sociedade fazendo um debate de gênero inferior e pervesso a conquista do movimento feminista nas últimas décadas e a toda legislação que protege as mesmas do machismo.

Porque não se proíbe alguns programas de televisão com o vies machista e homofóbico que não contextualizam uma relação em direitos humanos e cidadania, ou melhor, porque para comprar cigarros não se precisa subir um beco e se arriscar a levar um tiro.

Muito me faz desconfiar que existem fronteiras como Chico Science descreve e estas estão além da razão daqueles que historicamente aceitaram a escravidão, massacraram os índios e hoje impedem nosso plantio e o uso doméstico, pois são estes os mesmos que oprimem com nenhum incentivo fiscal o produtor rural e buscam com o código florestal acabar com as nossas reservas ambientais.

Se a fronteiras nos jardins, que sejam as do meu domicilio e da casa de todos aqueles que na lógica burguesa de criar a propriedade privada tem que se esconder para poder plantar em seus quintais e em suas mentes a “liberdade” de que historicamente somos impedidos de cultivá-las.

E com certeza, a toda esta nação mais que zumbi, existem fronteiras sim, mas além dos jardins da razão.

Fonte:
http://teoriaversuspratica.blogspot.com/2011/06/desenhando-liberdade-marcha-da-maconha.html


2 comentários:

Rosi Alves... disse...

se os usuários ficassem somente nela assim já não estava bom.A realidade de hoje a gente vê filho roubando mãe para se droga matando enfim MACONHA PARA MIM E SÓ UM INICIO DE UM VICIO E UM CAMINHO QUE AS VEZES NÃO TEM VOLTA ACHO QUE LEGALIZANDO FICA MAIS PROVÁVEL QUE O A PESSOA CHEGUE ATE ELA PROIBINDO TAMBÉM NÃO ADIANTA ENFIM QUE SEJA O QUE ZEUS QUISER...
um abraço e uma sexta de paz!
So não sei se a droga è pior do que o abuso infantil mais pode ser uma parte já que quando o bicho pega o malandro põe a culpa nas drogas.
Elis Regina ia ficar feliz rs

Jorge Bichuetti - Utopia Ativa disse...

Rosi, já publiquei alguns artigos no blog sobre a dependência, dores emecanismos; o que se pensa na saúde mental qé que criminalizar é jogar na marginalidade; não é cuidar... Abraços com carinho, jorge
ps. espero poesia... já pré montei.