terça-feira, 28 de junho de 2011

POESIA: PASSO A PASSO, UM VOO...

                            ESTE FARDO
                                       Jorge Bichuetti

Meus ombros curvados beijam
o chão, os pés dos passantes e
o lodo das alegrias escoadas
na sarjeta fétida das orgias e
das romarias de velas, véus e
decrépitos desejos outonais...

Nos meus ombros já cavalgaram
sonhos primaveris e poesias atemporais;
já  foram asas e neles pousaram as aves
andarilhas errantes da vida etérea
dos que seguem os rodopiaos e as valsas do vento...

Agora, não... O instante passou e o tempo
ficou congelado no baú das ilusões perdidas,
Antártida submersa, na vida que poderia ter sido
e, nos desvãos da espera, se descarrilhou...

Ah! como dói!... o inverno na carne
não apaga o fogo infernal
do tempo perdido
da vida não vivida
do sonho que a covardia o fez nuvem;

para depois, chorar a vida cinzenta 
sem os demoinhos de uma ou ou tempestade.


                                      VOO
                                          Jorge Bichuetti

Não fico
nem vou:
              - voo,
entre estrelas e sonhos,
flores e passarinhos, ali.
onde os anjos cirandam,
os amores tecem os uivos
dos êxtases siderais e os
deuses adormecem e sonham...

E só volto,
se aqui a vida
acordar...


                                      HAIKAI DO RECOMEÇO
                                                                   Jorge Bichuetti


 lancei minha sorte,
os escritos nas estrelas
          lavarão m'ias lágrimas...     
           

 MEUS PASSOS
                                                                           Jorge Bichuetti     

Andarilho, sigo... além, mais um passo;
não me importo, calos e feridas, e este
nó na garganta... não podem com a magia
que os que sonham, enxergam... na linha do horizonte. 

2 comentários:

Rosi Alves... disse...

AMEI SEU POETA E LINDO DEMAIS...BJ

Jorge Bichuetti - Utopia Ativa disse...

Rosi: seu carinho me alimenta e sustenta... com olhar no alto onde bailam as estrelas do amanhã. Abraços ternos, jorge