quinta-feira, 30 de junho de 2011

REDES SOCIAIS E ECONOMIA SOLIDÁRIA

" Quando o pescador estende sua rede no chão ou na água, ela se deita horizontalmente, espraiada para alcançar o espaço mais amplo que puder.
Nenhum nó está acima dos outros, nem é mais importante do que os outros.
Nenhum nó pode pensar os outros nós como competidores, adversários ou inimigos.
Cada nó sabe que, fazendo parte da rede, está indissoluvelmente ligados a quatro nós ao seu redor,
que por sua vez estão ligados cada um a quatro outros nós, numa progressão exponencial... para formar a rede.
Portanto, cada nó tem consciência de sua responsabilidade por si próprio, pela sua ligação com os quatro nós seus vizinhos, e pela integridade da rede inteira.
Cada nó sabe que é único e que os outros nós também são únicos.
É esta diversidade de nós que forma a unidade da rede.
Quando o pescador reflete sobre esta maravilhosamente simples complexidade, lágrimas de emoção escorrem dos seus olhos.
Ele ama a rede, pois ela é obra dele, e é bela e eficaz.
ela reflete a maravilhosamente simples complexidade que ele é.

Assim, é a Economia solidária.
ela trata de muito mais do que a mera atividade de produzir para sobreviver.
Ela é uma arte da vida.
Ela ( eco=casa; nomia=gestão ) nos desafia à gestão e ao cuidado das diversas casas que habitamos ( o corpo, a morada da família, a comunidade, o município, o ecossistema, o país, o planeta). "

MARCOS ARRUDA. REDES QUE TECEM DEMOCRACIA E LIBERDADE

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