sexta-feira, 29 de julho de 2011

POESIA: SONHOS NO LUAR

                                        SONHOS ENLUARADOS
                                                               Jorge Bichuetti

Entre o sono e o despertar, a lua
me governa e com ela eu voo na
imensidão dos horizontes siderais;
onde reconeço mesquinho o meu
destino cinzento de robô racional...

Há no luar um novo modo de amar!...

Na noite, a lua brilha e pulsa, baila...
Espia a vida e permanece no alto e
nunca deixa de se dar co cio e fios
das paixões andarilhas que tecem o
prazer entre estrelas de neón e o céu,
palavras e silêncios...ode ao alvorecer.

Há no luar os sonhos da madrugada!...


                                        LUA NO CHÃO
                                                        Jorge Bichuetti

A lua só anda pelos caminhos empoeirados,
quando na aurora, ela humildemente recolhe
o lixo das madrugadas e acolhe os caídas da
sarjeta... Para o povo da rua, ela é um anjo
maternal... que chora no desepero do menino
que num banco de  jardim espera os reis magos...


                             PAIXÃO NOTURNA
                                                          Jorge Bichuetti

Entre estrelas, voo e sussurro
palavras de amor no silêncio
da vida... que descansa e ora...

Na noite, os amores proíbidos
borboleteiam altivos... vadios,
cirandam na fogueira da paixão.

O dia é a matemática do possível;
a noite, é a vida que vai além das
simetrias... casulos do bem-querer...

E a lua encantada tudo abençoa e
se orgulha de ser a vida desnuda;
a vida liberta dos medos banais...

Quando a claridade chega ea vida
se acomoda... a lua olha o infinito e
num eco de misericórdia e fé, só diz:

- a noite é o voo da paixão alada
que assimétrica, rodopia no céu
sob o jugo leve da mão de Deus...


                                     ENLUARAR-SE
                                                         Jorge Bichuetti

olhar terno
         flores na relva
corpos
        ardências lunares...

cio
        ternura
luar
        amores
        que florescem
longe
        na capela da imensidão;
onde a vida desconhece
        o espinho
        a mordaça
        o sim e o não...

Um comentário:

Hermenêuticas de Lou disse...

A lua realmente vem para agasalhar e manter firme sua natureza robusta e imponente. Abaixo dela somos caçadores das artimanhas, sobreviventes desesperados, náufragos no amanhecer. Sem a lua sentimos alívio ou saudades, procuramos refúgio até que ela volte e nos abrigue outravez. Mil beijinhos iluminados para ti. Lou Moonrise.